Pedro e Inês

Um Conto da Pandemia

“Tough times don’t last forever. Tough people do.”

Robert Schuller

Mais um Conto da Pandemia, este escrito em maio de 2020, inspirado pelas ruas desertas do Porto durante o “1º confinamento”. Escrevi-o porque estava aborrecido, como todos nós, e triste com o vazio silencioso visto da janela. O silêncio às vezes é ensurdecedor.

Aguentemos. “Tough times don’t last forever. Tough people do.”

Para desanuviar do silêncio, o conto é uma tragi-comédia sobre o quotidiano do confinamento, em torno da relação fantasiosa de Pedro, um velho senil, e a sua enfermeira Inês. Pedro vive há muitos anos num confinamento auto-imposto e demente, mas quando a sua menina Inês é vítima de um “bicho” de que ele nunca ouviu falar (um tal covid), Pedro recupera as suas armas de caçador de leões em África e sai finalmente à rua para matar o “bicho”. À medida que percorre as ruas vazias da cidade do Porto, vai comparando esta nova cidade de cara lavada com as suas memórias.

Começa assim…

“O meu nome é Pedro. Dom Pedro de Noronha, fidalgo do Porto da real casa de Bragança. Fui caçador de leões e bestas selvagens em África. Não saio de casa há anos, vivo na minha mansão nos Lóios. Não preciso de mais nada. Tudo o que se vê aqui há volta é meu, os casebres da criadagem, as ruas cinzentas nesta tarde chuvosa e lamacenta, a gente que corre sem saber para onde vai.”

Ver no website.

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